Tema de Redação: a beleza na contemporaneidade

Produza um texto dissertativo-argumentativo no qual você expresse de forma clara, coerente e bem fundamentada suas ideias acerca da relação entre o indivíduo e a beleza na contemporaneidade. Você deverá contextualizar o tema, discutir posições e manifestar seu posicionamento. Serão valorizadas a pertinência e a originalidade de seus argumentos. O seu texto deve apresentar um título sugestivo e ter cerca de 25 linhas.

Texto I

(…) De desígnio divino ou de limitações anatômicas, a beleza passou a ser um ‘ato de vontade’, ‘de esforço’ e um ‘denotativo do caráter’. Como aponta Baudrillard, a sociedade de consumo traz a mensagem de que ‘só é feio quem quer’, ‘moralizando o corpo feminino’ nas palavras do próprio autor. (…) Se o corpo até a sociedade industrial era o corpo ferramenta, observamos agora que o mesmo passou a ser o principal objeto de consumo. Das academias de ginástica, dos anabolizantes, esteroides e anfetaminas que são consumidos como jujubas, das inúmeras e infindáveis técnicas de correção corporal, o corpo ‘malhado’ entrou em cena. Beleza é artigo de primeira necessidade. Mas por ela você pagará um alto preço! (…)

(http://www.polemica.uerj.br/pol18/oficinas/lipis_4.htm).

Texto II

“Toda rotina tem sua beleza, descubra a sua”

A ideia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza.
Linha Natura Todo Dia.

(Fonte: http://www.cosmeticosbr.com.br/conteudo/noticias/noticia.asp?id=1746).

Texto III

“Meu neto Bernardo é quem sempre me apresenta às tecnologias de última geração. Volta e meia chega do Rio de Janeiro com alguma novidade. Está parecidíssimo com meu pai José Custódio quando era mais moço. Neto faz bem à saúde. Se avô é pai com açúcar, neto é filho com proteínas, vitaminas e sais minerais. Um abraço de neto a cada 24 horas substitui perfeitamente qualquer tipo de medicamento. Só em saber que o Bernardo está perto, meu corpo agradece. E tem vontade de lhe fazer todo tipo de festa – festa de carícia, festa de celebração.
Bernardo me traz vida, juventude.

(…) Fiz ver a ele que não adiantam micro-ondas com programação computadorizada, congelados, sopas instantâneas e tantas outras modernidades, sempre haverá sustos numa cozinha, sempre haverá aprendizados. Máquinas se reproduzem e evoluem com tamanha rapidez que nem há tempo para conflitos entre uma geração e outra. Mas nós, humanos – mesmo os de última geração – , somos lentos demais. Nossos progressos são imperceptíveis. Demoramos décadas para perceber êxitos e fracassos. Quando, depois de muito esforço, nos tornamos mestres na arte culinária, quando, de olhos fechados, acertamos o ponto do doce, muitos já se foram. A família que senta à mesa é outra. Já não somos netos, mas avós. ”

(Azevedo, Bernardo. O arroz de Palma. Rio de Janeiro, Record, 2008. p.23-25)